O coro de Coéforas: alimentar a vingança e partilhar o remorso

Resumen

O coro de Coéforas tem sido considerado como um dos exemplos de intervenção dramática mais activa no teatro de Ésquilo. Em primeiro lugar, a sua participação no kommós, juntamente com os filhos de Agamémnon, é determinante para a consciencialização e concretização da vingança. Mas, mesmo quando a acção implica o protagonismo do vingador, Orestes, e o coro se torna sobretudo comentador, os sucessivos estásimos são uma espécie de espelho de cada etapa do difícil processo do matricídio. Até que o remorso se instala, depois de um crime tão desejado, mas tão insuportável...

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Biografía del autor/a

Maria de Fátima Silva, Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos. Universidade de Coimbra

Professora Catedrática no Instituto de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Portugal. Como docente e investigadora tem-se dedicado sobretudo à Língua e Literatura Grega, particularmente ao teatro -trágico e cómico-, à historiografia e aos estudos de recepção. É ainda tradutora para português de vários autores, como Aristófanes, Menandro, Heródoto, Aristóteles, Teofrasto, Cáriton. Entre os títulos dedicados ao teatro grego, pode citar-se Crítica do Teatro na Comédia Antiga (1997), Ensaios sobre Eurípides (2005), Ensaios sobre Aristófanes (2007), Ésquilo, o primeiro dramaturgo europeu (2005). No âmbito dos estudos de recepção, coordenou e colaborou nos volumes seguintes: Furor. Ensaios sobre a obra dramática de Hélia Correia (2006), Ensaios sobre Mário de Carvalho (2012), Portrayals of Antigone in Portugal. 20th and 21st Century rewritings of the Antigone myth. Leiden, Brill (2017), Portraits of Medea in Portugal during the 20th and 21st centuries. Leiden, Brill (2018). Recebeu o prémio da “Investigação Científica Internacional” atribuído pela Faculdade de Letras de Coimbra (2017).

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Publicado
2020-06-12
Cómo citar
Silva, M. de F. (2020). O coro de Coéforas: alimentar a vingança e partilhar o remorso. Synthesis, 27(1), e076. https://doi.org/10.24215/1851779Xe076
Sección
Dossier: Lecturas corales. Esquilo